quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Let's talk about money: bancos, cartões e afins

Olá pessoas! Estou tentando retomar os posts. Durante a semana eu tenho tempo de sobra, mas uma combinação da minha natureza procrastinadora com as dúvidas sobre o que escrever acabaram criando esse loooongo hiato. Mas vamos lá que ainda tem sim muita coisa pra falar!

Uma dúvida muito frequente das futuras au pairs é sobre como trazer o dinheiro do Brasil pra cá e como administrar o dinheiro quando estiver aqui na Holanda. No grupo do facebook já rolaram várias discussões sobre se deveria manter a conta no Brasil, se achava bacana trazer o VTM (visa travel money ou outro cartão pré pago equivalente), algumas questionando se vale a pena abrir conta num banco daqui e etc. Também há muitas dúvidas sobre envio e recebimento de dinheiro estando aqui. Vou contar tudo pra vocês agora!


1. Como trazer dinheiro do Brasil
  • Cartão de débito/crédito do Brasil: primeiramente você deve se assegurar que possui cartão internacional e que ele estará habilitado para uso fora do Brasil no período que você estiver na Holanda/Europa. Esse é o método mais caro pois envolve taxas e mais taxas dos bancos, fora o fato de que você fica sujeito ao câmbio do dia (débito) ou da data do fechamento da fatura (crédito), havendo incerteza em relação aos valores pagos.
  • Cartões pré pagos (VTM, Cash passport etc): você consegue fazer um cartão desses em qualquer casa de câmbio, bancos, agências de viagens e até mesmo online (por exemplo com a Western Union ou Confidence Câmbio, entre outras). Você carrega um valor X em euros pagando em reais na cotação do dia. Depois que o dinheiro está no cartão, ele não sofre mais influência alguma do câmbio. Toda vez que você usar o cartão, ele apenas irá descontando do saldo. Esse método é seguro pois, além de não trazer surpresas no final do mês (você sabe exatamente quanto tem disponível para gastar no cartão), caso você o perca, poderá bloqueá-lo e pedir uma segunda via do mesmo para continuar usando o saldo disponível. Apenas certifique-se do modo de recarga dele (o meu da Western Union, por exemplo, só posso recarregar ele através de transferência bancária e deve ser com a conta que tenha o mesmo CPF usado no cadastro no site. Como usei meu CPF no cadastro - sem ter lido sobre essa regra antes -, meu pai não pode usar a conta dele para carregar, o que no afinal não adiantou muita coisa).
  • Dinheiro em espécie: essa é a maneira menos segura (já que você pode ter o dinheiro roubado, furtado ou perdido), porém é a mais barata. Isso porque, apesar da cotação da espécie ser um pouco mais cara do que a usada nos cartões pré pagos, aqui você não paga o IOF de 6,38% mas sim de 0,38%, o que faz com que 300 euros em espécie seja mais barato do que 300 euros no cartão pré pago, por exemplo. Dessa forma, caso não pretenda trazer uma quantia muito grande, vale a pena trazer em espécie!

    Apenas a título de ilustração, hoje (13/01/2015), no site da Confidence 300 euros em espécie daria R$1.380,19 enquanto que o mesmo valor no cartão pré pago seria R$1.455,96 como podemos ver abaixo:

                     

2. Gerenciando o dinheiro na Holanda
  • Abrir conta no banco: na minha opinião é indispensável ter uma conta no banco por aqui! Vai facilitar em muuuito sua vida! A partir do momento que você tem um cartão de débito, você poderá sacar dinheiro em qualquer ATM (mesmo sendo de outros bancos) não só na Holanda mas em toda a União Europeia. Isso é muito útil principalmente quando você viaja para países que não usam Euro, pois significa que não precisará trocar moeda! Você poderá usar seu cartão de débito normalmente ou sacar a moeda local e pagará somente a cotação, sem qualquer taxa extra! Além disso poderá fazer compras online em sites que aceitem o iDeal (é uma espécie de gerenciador de pagamentos, usado por todos os bancos daqui), que são basicamente os sites holandeses e algumas cias aéreas e de ônibus aceitam também. Seus hosts poderão transferir seu pagamento direto na sua conta, o que também é uma dor de cabeça a menos. Você tem acesso a internet banking e rapidamente pode ver seu saldo e realizar transferências inclusive para contas de outros bancos! Claro que tem um custo, mas é em torno de €15 a €20 por ano! O meu banco é ING e pago €17,40 anualmente, sendo que esse valor é descontado trimestralmente. O cartão de débito (bandeira maestro) já está incluso no valor. Ah! Você só poderá abrir sua conta depois que se registrar na prefeitura e tiver seu BSN (como se fosse nosso CPF, digamos assim), então deverá demorar um pouquinho. Também deve levar o passaporte. Já ouvi relato de meninas que conseguiram abrir sem, mas quando eu fui abrir a minha o atendente frisou que não tinha nenhuma possibilidade de abrir só com passaporte, nem se os hosts fossem juntos, então a princípio essa é a info que tenho. O que as vezes acontece é de os hosts te darem um cartão de dependente, mas aí a conta não é no seu nome (e essa conta não será aceita para o reembolso do plano de saúde, pois tem que ser no seu nome. Mas isso é oooutra história!).

  • Cash passport (GWK): Esse cartão será muito útil especialmente para compras online! Como falei, os sites holandeses via de regra aceitarão iDeal, porém você pode precisar comprar algo em sites de outros países (por exemplo se quiser comprar no Amazon UK, se quiser comprar ingresso da Torre Eiffel adiantado etc) e também muitos sites de passagens aéreas/bus/trem não aceitam o iDeal. Nesse caso você pode fazer o cash passport da GWK que é bem parecido com os cartões pré pagos que podemos trazer do Brasil! A diferença é que esse seria mais fácil de recarregar, pois ele é euro-euro (você não vai ter que se preocupar com cotação, pois vai carregar direto daqui!). Ele custa €19,99 e se comprar online €14,99. A primeira recarga está inclusa nesse valor e as demais custam €5,00. Então só vale a pena para recarregar quantias maiores.
  • PayPal: quando eu ainda não tinha meu cash passport, eu consegui "me virar" várias vezes usando o PayPal pois muitos sites também aceitam! Você pode cadastrar sua conta do banco no site e ele vai descontar o valor de lá. Detalhe que não debita o valor automaticamente.. geralmente demora alguns dias! Então certifiquem-se que haverá saldo suficiente na sua conta até eles descontarem. Também demora alguns dias até liberarem para compras, pois primeiro ele vai fazer uns depósitos de centavos na sua conta e você tem que ir no site para informar os valores e finalizar a verificação de que é a conta correta. 

3. Envio e recebimento de dinheiro 
  • Western Union e similares: Através de casas de câmbio você pode mandar dinheiro pro Brasil ou receber do Brasil aqui na Holanda. Na Western Union sei que há o serviço para você retirar pessoalmente (o destinatário deve comparecer a um agente autorizado portando documentos e um "número de rastreio" que eles fornecem a quem depositou o dinheiro). O MoneyGram também faz esse serviço e além da opção de retirar o dinheiro em um dos agentes, também há a possibilidade de depositar diretamente em uma conta (apenas Holanda-Brasil. Brasil-Holanda só há a opção de retirar pessoalmente). Nessas opções geralmente o valor fica disponível no mesmo dia! Quem for mandar o dinheiro deverá comparecer pessoalmente seja em uma loja própria ou agente autorizado.
  • Recebimento direto na conta bancária Holandesa: já utilizei foi o serviço de remessa internacional da casa de câmbio Confidence. Pode ser feito completamente online e é bem fácil, rápido e prático. Também é mais barato que a opção da Western Union, por exemplo, pois só cobram o 0,38% de imposto sem taxa adicional de envio. Para utilizar esse serviço, a pessoa que mandará o dinheiro para você deverá se cadastrar no site e optar pela opção remessa internacional. Em seguida, a opção Manutenção de residentes. A pessoa deverá ter os seguintes dados: seu nome completo, endereço, nº da conta do banco (está no seu cartão Holandês) e o número SWIFT (BIC) ou ABA. A relação dos códigos por banco você encontra aqui. Também há um campo para fazer uma descrição do pagamento e deve ser preenchido em inglês (se colocar Maintenance resident já está ok). Depois que tudo for preenchido, será gerado um boleto em reais para ser pago. Geralmente o valor cai no dia seguinte, pois demora um pouco para o pedido ser processado.
    Aplicativos como Transferwise, Azimo, World Remit também têm sido muuito utilizados e na maioria das vezes apresentam preços ainda mais competitivos. Já utilizei o serviço da Transferwise tanto para receber grana do Brasil quanto para enviar pra lá. Inclusive ao final do intercâmbio em vez de trocar meus euros em casa de câmbio, enviei pra minha conta bancária pro Brasil pois foi a forma mais prática e vantajosa!

Bom pessoas, espero que esse post ajude àqueles que tem dúvidas quanto ao assunto! Se vocês souberem de alguma opção, deixem nos comentários que posso atualizar o post com as infos :)

Kusjes!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

6 meses de Holandinha

Tem taaaaanta coisa "atrasada" pra eu escrever sobre... mas amanhã estarei completando 6 meses por aqui e achei melhor fazer esse post sentimental hahaha

Nossa, não sei nem por onde começar! 6 meses??? COMO ASSIM??? Mas eu acabei de chegar!!! O tempo está passando muito rápido... mas é aquela velha história, parece que nem vemos o tempo passar quando estamos nos divertindo.

Eu não estou apenas me divertindo, estou realmente tendo the time of my life por aqui! a Holanda é um país incrível, em todos os aspectos. Claaaro que também tem seus defeitinhos, mas eu aprendi a amar essa terrinha de ventania, chuva, verão de 20 graus e língua esquisita.

Não preciso dizer que as pessoas que fazem parte da minha vida aqui tornam tudo ainda mais incrível, né? Eu tive a IMENSA sorte de encontrar um host family maravilhosa, diria que perfeita (pra mim! Na minha concepção, um relacionamento perfeito é aquele no qual você consegue equilibrar as qualidades que você busca com os defeitos que você aguenta). Os hosts me receberam de braços mega abertos, sempre me ajudaram em tudo, eu realmente não tenho absolutamente NADA pra reclamar deles, muito pelo contrário, apenas elogios. 

E o que falar das duas meninas mais lindas e fofas da Holanda? Minhas kids são muito amor! Tenho que confessar que antes de vir eu tive um momento de muito medo no qual pensava coisas do tipo: "E se eu não der conta?", "E se elas me odiarem? Não me respeitarem?", "E se os pais não confiarem em mim?". Preocupações normais que acredito que passam na cabeça de quase todas, senão todas, as meninas! Mas tudo se encaminhou na mais perfeita tranquilidade. A aceitação das meninas com relação à mim foi uma surpresa, inclusive pros pais! Eles disseram que imaginaram um pouco mais de resistência pela parte delas, mas, mais uma vez pra minha sorte, elas se abriram pra mim bem rapidamente.

E nessa rotina de cuidar dessas duas coisinhas lindas, claro que se intercalam momentos de querer arrancar os cabelos hahah mas eles até que são raros! Minha rotina por aqui é super de boa, os pais confiam em mim, não interferem no dia a dia (por exemplo, não querem saber cada passo que dou com as crianças. Tenho liberdade pra sair e levar no parquinho, ou organizar playdates por conta própria etc), e sempre ao final do dia conto pra eles o que fizemos e o que aconteceu (bom ou ruim) para mantê-los por dentro e informados, acho que isso fortalece a relação de confiança deles comigo.

Por fim, mas jamais menos importantes, tenho um grupo de amigas maravilhosas que fazem dos dias off uma grande aventura e diversão! Fim de semana é sinônimo de weekend free, por isso sempre estamos passeando pela Holandinha, desbravando novos lugares, provando cervejas em novos bares HAHAHHA É muito importante ter pessoas passando pelo mesmo que vocês. Tenho meus amigos "do Brasil" que morrroooo de saudades, nos falamos sempre, conto as novidades e os deixo sempre por dentro de tudo. Mas é diferente... só quem tá nessa vida de au poor pra entender quando você diz que andou 40 minutos pra economizar 2 euros do ônibus... que entende a necessidade de levar o lanchinho de casa pra economizar... que te paga cada centavo na hora do racha porque sabe que 10 centavos fazem sim a diferença!

Pra essas criaturas tão corajosas de terem embarcado nessa aventura, agradeço por ter cruzado meu caminho com o de vocês, pois com certeza vocês são grande parte da minha felicidade por aqui!

Ah... 6 meses...180 dias longe de casa! Ou será que estou mesmo??? Sinceramente, a Holanda feels like home. Amo esse lugar! As pessoas, as paisagens (mesmo tão planas e pra muitos "sem graça", sempre me pego admirando...), a organização, o fato de ter flores em todos os lugares, as guloseimas... tantas coisas que não sei nem listar tudo. E tem um fator também que eu não consigo botar em palavras. Mas tem algo a mais, algo especial que me atrai a esse lugar.

Estou esse tempo todo longe do Brasil e não sinto falta. Bom.. na verdade sinto falta de algumas coisas (manicure, depilação.. HAHAHA), mas são coisas que eu conseguiria viver sem, sabe? Estive de férias esse mês e passei 2 semanas viajando... e eu senti muita falta da Holanda! Se isso não é amor.. eu não sei o que é heheh

Já estou sofrendo por antecipação em pensar que daqui a 6 meses terei que ir embora. Mas não quero pensar nisso agora.. é demais pro eu coraçãozinho. Por enquanto, só vou aproveitar cada vez mais cada dia que me é dado.    

In Amsterdam <3

kusjes

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Meu fim de mundo

Blaricum é uma pequena cidade que fica na província da Holanda do Norte (31km de Amsterdam). Com menos de 10 mil habitantes, é um local bem pacato, com muito verde e (infelizmente) sem tantas opções do que fazer. No centro da cidade você encontra um Albert Heijn (supermercado), um Kruidvat (loja de cosméticos, farmácia e coisas variadas), padaria, açougue, sorveteria, peixaria, salão de beleza, livraria, uns dois cafés e alguns restaurantes. Basicamente é isso.



A cidade é famosa por ser um local de “gente rica” e algumas celebridades holandesas moram por aqui. É considerada a cidade mais cara para se adquirir uma casa na Holanda. Sempre que conheço alguém nas baladas da vida e digo que moro em Blaricum, a reação é sempre “ohhh, the city of rich people!!!”. É comum você ver Audis, Mercedes, BMWs, Porshes e todos os carros mais caros desfilando pelas ruas. As casas também costumam ser grandes e com bastante área ao redor, o que as distancia um pouco mais umas das outras (em outras cidades já notei que, em geral, as casas são mais “coladas”).
Por ser pequena, é bem tranquilo andar de carro e bike por aqui, pois não há grandes fluxos de veículos. A cidade não tem nem semáforo!


Rua principal 

Blaricum fica colada em outra cidade chamada Laren (cerca de 5 minutos de bike). Essa cidade é um pouquinho maior: em vez de um, ela tem dois supermercados!!! Hahah Brincadeiras a parte, Laren tem um centro com mais opções de lojas, padarias, açougues, restaurantes e etc. Todas as Sextas você encontra uma feira de rua por lá que vende de tudo – comidas (queijos, pães, peixes, carnes, frutas, doces.. tudo!!!), roupas, bolsas, objetos de decoração, flores... bastante coisa. Essas feiras são bem comuns nas cidades aqui da Holanda, geralmente acontecendo uma vez por semana.

Outra cidade próxima é Huizen. Ela também é maior que Blaricum, com mais opções de lojas, restaurantes e diversão – por lá você encontra até cinema e “praia” (que na verdade é água doce). Por lá também tem um pub chamado Holy Moly que é bem bacana: música boa, cerveja barata e fica aberto até 4am. Foi um achado por aqui!

As cidades que mencionei até agora são pequenas em comparação a outras, portanto por aqui não tem estação de trem, sendo o ônibus o único transporte público disponível. As estações de trem mais próximas ficam em Bussum (cerca de 6,5km do centro de Blaricum) e Hilversum (cerca de 7km). Apenas uma linha de ônibus passa pelo centro de Blaricum – é o ônibus 108 que vai de Huizen até a estação de Hilversum. Ele passa aproximadamente de 30 em 30 minutos, sendo que depois das 19h e domingos é apenas de 1 em 1 hora e também para de funcionar cedo. (Para lista completa de horários, acesse www.connexxion.nl).




Parada de ônibus em Blaricum


posto de gasolina

Como vocês podem perceber, a parte da locomoção é um pouco “precária”. Costumo ir pra estação de bike para não ter que depender do ônibus (ótima opção, pois economiza a passagem e gasta umas calorias). Para chegar a Amsterdam de transporte público, demora entre uma hora e uma hora e meia (contando bus/bike e trem), enquanto de carro são 30 minutos. 

Lados positivos: só minha host family hahaha e pelo menos não é tãaao fim de mundo assim (conheço au pairs em situações beeem piores!). 

Bom, essa é a realidade de morar numa village. Se você quer agito e coisas novas pra fazer todos os dias, esse definitivamente não é o lugar pra você! Mas saibam sopesar local x host family!



Kusjes <3

terça-feira, 21 de abril de 2015

Se locomovendo na Holanda

Ao contrário do programa de au pair no Estados Unidos, no qual é basicamente obrigatório você ter carteira de motorista e praticamente todas as meninas de fato usam carro no dia a dia, na Holanda pouquíssimas families pedem que você dirija ou disponibilizam carro.
Além disso, só podemos dirigir legalmente com nossa carteira brasileira durante 6 meses, depois desse período seria necessário tirar a carteira de motorista holandesa que, além de super cara, há relatos de que a prova é bem difícil.

O transporte mais comum do dia a dia da au pair é a bicicleta (e a bakfiets) - pra deixar as kids na escola, levar pras atividades extras, parquinho, ir ao supermercado etc você provavelmente vai utilizar só a bike.

O transporte público na Holanda também é muito eficiente, sendo outro meio que você vai usar muito pra se deslocar! Existem trens, trams (espécie de bondinho), metrô, ônibus e até ferries (tá, não conheço ninguém que tenha que usar ferry no dia a dia... mas é uma opção dependendo do trajeto).

Sabendo disso, está na hora de você ser apresentada a alguns dos seus melhores amigos durante seu ano de au pair: o ov-chipkaart e o app 9292.

É possível pagar pela sua passagem em dinheiro (direto pro motorista do ônibus, condutor do tram, comprar na estação de trem...), no entanto assim você pagará mais caro. O ov-chipkaart é o cartão de transporte utilizado por aqui e pode ser usado em todos os transportes públicos. Além da praticidade e agilidade no dia a dia (já que você recarrega o cartão e quando utiliza o transporte o valor vai sendo descontado), com ele você paga tarifas menores e pode fazer diversos planos de descontos.

Existem dois tipos de OV - o anônimo, que pode ser utilizado por qualquer pessoa, e o personalizado, que contém seus dados e sua foto, portanto é para uso pessoal. Apenas no segundo tipo de OV é possível cadastrar planos de desconto (abonnements) e ter acesso ao histórico de viagens /gastos, devendo ser solicitado online através do site e tendo um custo de 7,50. Já o OV anônimo pode ser comprado tanto nas estações e alguns outros postos de atendimento quanto online, pelo mesmo valor.





Agora a pergunta que muitos devem se fazer: "quanto eu vou gastar de transporte público na Holanda?". Bom, isso depende muito! Especialmente de qual tipo de transporte você vai usar mais e quais distâncias vai percorrer. Diferentemente do Brasil, que não importa se você demora um ponto ou dez para descer e paga o mesmo preço, na Holanda não há uma tarifa única para ônibus, metrô etc, pois o valor é calculado proporcionalmente à distância percorrida. É como se fosse uma espécie de taxímetro.

Dessa forma, é imprescindível que você sempre faça o check-in e o check-out, ou seja, você deve passar o OV na máquina tanto quando entrar no transporte público, quanto quando sair, para que assim seja calculado o valor da sua tarifa. Caso você não faça o check-out, será cobrado o valor da tarifa cheia, como se você tivesse feito o percurso inteiro que aquele transporte oferecia.

Há também valores mínimos que você deve ter no seu cartão para que ele possa ser utilizado - para andar de ônibus, tram e metrô, você deve ter um saldo mínimo de 4; para trem, no mínimo 20 (se tiver algum abonnement, o valor mínimo cai para 10 euros). Se o saldo do seu OV for menor que esse, o check-in não será realizado. Isso ocorre porque quando você faz o check-in, esse valor mínimo já é descontado do seu saldo como "garantia" e apenas quando você faz o check-out é que a máquina calcula a tarifa e reembolsa o valor que foi ultrapassado. Parece meio confuso, né? Mas na verdade é bem simples! Ao final da jornada, quando você passar o OV na máquina, ela vai informar o valor que custou a sua viagem e o valor que resta de saldo no cartão.

Como eu mencionei antes, é possível adquirir planos de descontos no seu OV-chipkaart. Um dos planos mais populares no mundo "auperiano" é o weekend free (weekend vrij), no qual você paga €32* por mês e viaja ilimitado de trem à partir das 18:30 de sexta-feira até às 4:00 da segunda-feira, bem como o dia inteiro em feriados nacionais. Além disso, durante a semana você tem 40% de desconto na tarifa se utilizar o trem em horários que não sejam de pico (entre 9:00 e 16:00, e depois das 18:30 até 6:30).

Obs 1: o valor que você paga de €32 não se converte em créditos, é apenas o valor do plano. Além dos €32, você deve carregar seu cartão.
Obs 2: essa "promoção" é apenas para trens. Ônibus, metrô, tram você paga o valor normal. 
No site da NS (empresa que opera os trens), você pode ter mais informações sobre esse plano e vários outros.

Agora muitos devem estar se perguntando: E vale a pena adquirir esse plano? Se você utiliza muito o trem, principalmente no final de semana, vale sim!!! A título de exemplo: da estação de trem mais próxima de mim (Hilversum, apenas 20 minutos de Amsterdam) até Amsterdam Centraal, o valor da tarifa normal é €5,80, apenas ida! Então ida e volta fica €11,60Ou seja, se eu for 3 vezes por mês para Amsterdam, já ultrapassou os €32 pagos no plano, sendo de fato mais vantajoso. Com o desconto de 40%, essa tarifa fica em 3,40€.  

Agora aqui vai a dica amiga: Se você comprar o seu OV-chipkaart direto com o plano, ele sai de graça! Nesse caso, em vez de comprá-lo no site do OV, você deve comprar direto no site da NS. No momento em que for fazer o plano, ele vai dar a opção de cadastrar o número de um cartão já existente ou adquirir um novo, que será gratuito.


Para fazer o plano você também vai precisar de uma conta bancária da qual será descontado o valor de €32 mensalmente. Como provavelmente deve demorar um pouquinho até você conseguir abrir conta (só depois de se registrar na prefeitura e ter o seu BSN), converse com os seus hosts se eles poderiam pagar inicialmente. O acordo que eu fiz com os meus foi que eles pagam e descontam do meu salário, eles aceitaram de boa.
Também é possível pagar com cartão de crédito, por exemplo, porém não é possível fazer isso online. Nesse caso, você deve entrar em contato por telefone no serviço de atendimento ao cliente. 

Ok, você já adquiriu o seu OV, ele está carregado e pronto pra ser usado nas suas aventuras pela Holandinha: Hora de planejar seu itinerário! Pra isso, vou vai usar muuuuuito um app chamado 9292. Ele é o app mais completo pois mostra as jornadas englobando todos os tipos de transportes. Você coloca o ponto de partida (que pode ser estação de ônibus, trem, metrô, tram etc ou até mesmo o nome da sua rua) e ele vai mostrar as opções de deslocamento, inclusive o tempo total da viagem, transferências que precisam ser feitas e valores das tarifas dos trechos a serem percorridos.

Caso você seja sortudo e more pertinho de um estação de trem, usando basicamente esse meio de transporte, a NS também tem um app de planejamento de viagem chamado NS Reisplanner que é bem legal! Inclusive permite salvar as viagens preferidas pra agilizar a busca, mostra as diversas tarifas (normal, com desconto de 20%, 40% etc) e também o tempo de viagem e conexões.

Última dica do post: Usando o 9292, caso você tenha que usar meios de transporte diferentes (por exemplo ônibus e trem), ele só vai mostrar opções em que o tempo de conexão seja maior do que 5 minutos, pois ele deduz que esse é o tempo mínimo que você precisa para conseguir pegar o próximo transporte. Ou seja, se tiver um ônibus que chegue na estação de trem às 10:30 e o trem que você quer pegar sai às 10:33, ele não vai mostrar! Então, se estiver aparecendo poucas opções ou nenhuma que seja um horário bom pra você, tente pesquisar os trechos separados! Eu já consegui pegar conexões de 2 minutos de diferença (tive que literalmente correr, mas consegui!!!! Tudo para não ter que esperar o próximo trem/bus). Mas só faça isso se você já conhecer o lugar onde está indo. Se for uma estação/ponto novo, provavelmente você vai demorar um pouco até se situar e aí realmente não vai dar tempo.

Minha visão sobre o transporte público por aqui: bastante organizado, simples e confiável. Por vezes há atrasos ou cancelamentos de jornada, mas você pode ir acompanhando isso pelo app 9292. É bem fácil de se situar, as paradas são anunciadas pelo alto-falante e geralmente há também uma televisão com a lista das próximas paradas, o que ajuda muito no começo quando você ainda está se acostumando com os nomes e trajetos.

Minha family também me disponibiliza carro quando eles não estão utilizando (fds, por exemplo). Minha host sempre oferece. Já usei algumas vezes para ir pra casa de amigas e já até dirigi na autoestrada (um pouco assustador hahah), mas dependendo pra onde for, é mais fácil usar o transporte público mesmo! Em Amsterdam, por exemplo, é bastante difícil achar lugar para estacionar, além de ser caro. Mas a maioria das meninas que conheço nunca nem dirigiram aqui, então a regra geral mesmo é bike+transporte público - o que não é o menor problema na Holanda!

O post ficou enorme, mas tem bastante informação!!! Espero que tenham gostado de já ter uma ideia de como é o transporte público por aqui. Qualquer dúvida, só comentar!

Kusjes <3


* valores atualizados até Junho 2017. Normalmente há um reajuste de preços todo início de ano. No meu ano de au pair o valor do weekend free era €29.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Bicicletando

Impossível falar de Holanda e não falar das bikes! Acho que só em Amsterdam tem mais bicicleta do que no Brasil inteiro haha

Estacionamento de bikes em frente à Central Station em Amsterdam


Quando decidi pela Holanda, confesso que uma das coisas que me encantava era essa cultura de andar tanto de bicicleta no dia a dia (algo basicamente impraticável na minha cidade do Brasil, a não ser que você tome um banho em cada lugar que chegue, pois vai suar bastante pedalando no calor de 30º e umidade de quase 100%). Estima-se que aqui na Holanda haja 13 milhões de bicicletas, enquanto a população é de aproximadamente 16,5 milhões de pessoas (fonte). Crianças, adultos, velhinhos... todos andam de bike, faça chuva, neve ou sol!

Então é só chegar aqui, subir na bike e sair pedalando? Bom, mais ou menos. 

No início eu tive um pouco dificuldade por alguns motivos: Primeiro, tinha muito tempo (muuuito mesmo, acho que uns 8 anos) que eu não andava de bike. É verdade que não esquecemos, mas perdemos a prática e passamos vergonha no começo haha. Segundo, a minha bike aqui (e a grande maioria das que vejo) é a que chamam de omafiets e o guidão dela você segura de lado, e não na frente como eu estava acostumada. Além disso, o freio é no pedal e não no guidão. Terceiro, eu sempre andei de bike apenas por diversão, então andava em ruas desertas, ou sem muito trânsito e pessoas. Aqui, você anda de bike pra fazer coisas do dia a dia, então tem que aprender a interagir com os carros, pedestres e outras bikes.  
Minha bike


Pelo fato de aqui a bike ser usada como meio de transporte diariamente por um grande número de pessoas, também há algumas regras que devem ser seguidas (que o próprios holandeses muitas vezes não seguem). 

Uma das regras mais importantes (e acho que a mais desrespeitada pelos dutches) é sinalizar com o braço quando você for virar. Assim que eu cheguei eu não estava sinalizando simplesmente porque eu não via ninguém fazendo sinal. Aí fiquei pensando que não precisava. Depois de alguns dias pedalando, comecei a ver algumas pessoas fazendo sinal e daí fui tirar a dúvida com os hosts e eles confirmaram que tem sim que dar sinal. O sinal do braço equivale à seta nos carros: super importante pra avisar carros, outras bikes e pedestres pra qual lado você está indo. 
(Me sinto super Dutch quando só dou sinal com o braço e atravesso sem olhar pra trás hahah)

Além disso, assim como o tráfego "normal", devemos sempre transitar na direita. Nas ruas e avenidas principais geralmente há uma ciclovia separada da rua. Elas podem ser de mão única (uma em cada lado da via, e você se mantém a direita, seguindo o sentido do tráfego de carros) ou de mão dupla (apenas um lado da rua tem a ciclovia, então ambos os sentidos transitam na mesma). Mesmo nos locais onde há ciclovia nos dois lados, já vi pessoas transitando na contra mão. Eu sempre me mantenho do lado correto.

Fietspads (ciclovias) em Blaricum


Muitas ruas não tem ciclovia separada, mas apenas uma linha no chão demarcando o espaço das bikes. As vezes é assustador, os carros podem passar bem perto. Com minha noção de Brasil na cabeça e de como os motoristas brasileiros não respeitam nem um pingo as bikes, no começo eu morria de medo! Mas agora já estou mais acostumada... devemos lembrar que aqui realmente a bike é "quem manda" (inclusive em caso de acidente, mesmo que o ciclista esteja completamente errado, ainda assim o motorista é responsabilizado), então eles estão sempre bem atentos à nós ciclistas. (Ainda assim outro dia quase fui atropelada, buuuut okay!).

Nas ruas menores (de "bairro", por exemplo) não há ciclovia, nem faixa pra bike nem nada. Nesse caso, você deve andar na rua mesmo, se mantendo o mais a direita possível. Nada de andar de bike na calçada!!! 

Bicicletando cazamigas

Você também deve ter cuidado onde e como você estaciona sua bike. Sempre que você for ao supermercado, lojas, restaurantes etc, na frente com certeza vai ter uma área com suportes para você parar sua bike. Caso não haja ou estejam todos ocupados, você pode procurar um local alternativo desde que não atrapalhe a passagem dos demais e também desde que não tenha placas de "proibido estacionar". Se você parar sua bike de forma irregular, corre o risco de ter a mesma removida. (Outro dia em Amsterdam vi um caminhão lotado de bikes que estavam sendo removidas por estarem estacionadas em local proibido ou atrapalhando a passagem).

No quesito segurança, dependendo da cidade/local em que for estacionar, você deve ter alguns cuidados a mais. A grande maioria das bikes (inclusive a minha) conta com duas opções para serem trancadas: uma trava no pneu e uma corrente. A primeira é a que costuma ser mais usada no dia a dia, especialmente para tarefas rápidas e em cidades menores e pacatas (adivinha? igual a minha!). Isso significa que o pneu não "roda", mas em compensação, qualquer pessoa poderia pegar a bike a sair carregando a mesma. A segunda opção traz mais segurança, pois você atrela a bicicleta a algo sólido: caso alguém queira furtar, terá que arrombar o cadeado/cortar a corrente. 

Em cidades maiores é imprescindível usar a corrente. E uma corrente boa! Há relatos de que nos grandes centros as correntes chegam a ser mais caras do que as próprias bikes! Você também deve usar correntes em áreas de grande fluxo, como as estações de ônibus, trem e metrô, assim como quando você for deixar sua bike sozinha por muito tempo. Uma dica que vi e não tinha me tocado pra isso: sempre passe a corrente no corpo da bike (parte de metal) e jamais apenas no pneu, do contrário podem remover facilmente o pneu e levar o resto da bicicleta. Também deixe a corrente "suspensa" em vez de deixá-la no chão, pois alguns objetos usados para cortá-la precisam ser apoiados em uma superfície plana.

Apesar de a Holanda ser um país de primeiro mundo e com índice de violência bem baixo, o furto de bicicletas é algo recorrente, então esses cuidados devem ser observados! 

Finalizando, a bicicleta, assim como um carro, também deve contar com alguns items obrigatórios, que são: a sineta, luz amarela ou branca na parte dianteira, luz vermelha na parte traseira e refletores na parte traseira e nos pedais. A falta de algum desses items podem acarretar multas. Inclusive há vários relatos de meninas que realmente foram multadas, principalmente por falta de luzes. Sempre tenha luzes removíveis ao alcance (vendidas em lojas como Hema por 2 ou 3 euros) para contornar eventualidades.

Para se aprofundar mais nas regras, vale ler o Código de Trânsito holandês (em Inglês) e também dar uma olhada nesse link.

E aí, alguma das coisas que eu destaquei aqui é novidade ou vocês já estavam por dentro de tudo? Send me your feedback (:


:)


kusjes!!!! <3

segunda-feira, 16 de março de 2015

Residence permit e registro no Gemeente

Hello, amores!

Se você pensou que as burocracias haviam acabado no Brasil, I'm sorry to tell you, but NO! Ainda tem mais umas coisas que temos que fazer quando chegamos aqui.

Uma das primeiras coisas que você vai precisar fazer é ir buscar o seu residence permit card, ele vai ser sua identidade aqui na holanda. Uma coisa que acredito que muitas não saibam (eu não sabia!) é que o visto que nós tiramos para vir pra cá, o MVV, na verdade só tem duração de 3 meses.

Vou explicar: na verdade, o MVV é um visto de entrada. Depois que você recebe ele no seu passaporte, você tem 3 meses para entrar na Holanda. Se por algum motivo você não entrar no país no período de validade do visto, terá que aplicar por outro visto MVV e fazer todo o processo novamente. O meu, por exemplo, foi emitido em 19 de janeiro. Então ele tem validade até 19 de abril.


"Então quer dizer que depois desses 3 meses eu não posso mais sair do país?" NÃO, gente, calma! É aí que entra o residence permit card! Como o nome diz em Inglês, ele é o cartão de permissão de residência, ou seja, atesta que você mora aqui na Holanda. Isso significa que quando você for viajar para fora do país, você vai precisar levar tanto o passaporte quanto ele. Nele consta a data de validade de um ano a partir da sua entrada na Holanda.

Cheguei aqui no dia 31/01 e no dia 03/02 recebi um email da agência me informando que meu residence permit card já estava pronto e que eu poderia ir buscá-lo no escritório do IND em Hoofdorp (o local no qual você deverá buscar o cartão vai depender de onde você mora. A agência irá indicar em qual escritório do IND você deve ir).

Para buscar o cartão você não precisa marcar horário nem estar acompanhada dos hosts, apenas levar seu passaporte e uma cópia da carta de confirmação de emissão do residence permit card (a agência enviou em anexo no email).

Eu fui sozinha cerca de uma semana depois de ter recebido o email. Cheguei no IND por volta de 13:00. Me dirigi à recepção e falei que tinha ido buscar o cartão, a recepcionista me entregou uma senha e disse para eu entrar. Acho que menos de dois minutos depois já chamaram minha senha. Entreguei o passaporte e a carta de confirmação e a atendente foi buscar o cartão. Além disso, ela verificou minhas digitais (pra isso que serve a bendita biometria que fazemos no Consulado quando vamos tirar o visto). Em seguida, ela me entregou o cartão e um folheto explicando sobre o mesmo, (pra que ele serve, o que fazer em casa de perda/roubo etc, enfim, informações práticas), e se despediu com um "Enjoy your stay in the Netherlands".

Eeeee pronto! Acho que tudo isso não durou 10 minutos, foi muito fácil e prático e saí de lá com meu residence permit card na mão. Ufa! Uma coisa a menos.


Próximo passo: se registrar na prefeitura (Gemeente) da sua cidade.
Como quando eu cheguei eu fui pra Heemstede, mas logo ia me mudar pra Blaricum, nem cheguei a me registrar na primeira cidade. Deixamos pra registrar apenas quando nos mudássemos.

Finalmente depois de umas duas semanas da mudança (passada toda a loucura inicial de desempacotar coisas, casa ainda em obra e tal), a host marcou um horário para irmos ao tal Gemeente. Para se registrar, você precisa estar acompanhado de pelo menos um dos hosts e levar seu passaporte, a certidão de nascimento legalizada, bem como a tradução dela.

Já ouvi muitos relatos de Gemeente que não pede a tradução da certidão. Quando cheguei lá, perguntei para a atendente se precisava das duas, e ela disse que "era melhor", então entreguei tanto a original quanto a tradução. Ela tirou cópias do meu passaporte, residence permit card e me entregou um formulário pra preencher com meus dados (perguntava até a data e local de nascimento dos meus pais, peloamordedeus). Ela ficou com minha certidão de nascimento original e a tradução para checar a autenticidade, e disse que me ligariam ou mandariam email avisando quando eu poderia ir buscar de volta.

Além disso, ela me explicou que em até 4 semanas eu receberia uma carta de confirmação do meu registro juntamente com meu BSN number. Esse número é parecido com o CPF no Brasil, serve para fazer o seguro saúde (além do seguro que a família faz, é obrigatório fazermos um outro. Depois dou mais detalhes sobre isso), abrir conta em banco.. (até agora estou sem conta no banco porque ainda não tenho o bendito BSN!). Agora só resta esperar!

Esse foi mais um episódio da saga burocrática.. Acho que terá mais um sobre o tal seguro saúde obrigatório e abrir conta no banco. Depois que eu passar por essas experiências conto pra vocês!!!

kusjes <3

sexta-feira, 13 de março de 2015

Presentes pra Host Family

Hi, guys!

Então... eu estava com a ideia de fazer o blog um tanto quanto um diário, descrevendo cada dia e tal. Mas descobri que isso não vai dar certo! Acontece muita coisa e acaba que fico sem tempo pra escrever tudo (sou muito detalhista... não consigo falar superficialmente hahah). Então vou falar da minha "rotina" mas tentando voltar pra algo que também seja útil pra todos.
Se alguém quiser saber algo específico de como tem sido aqui, deixa comentário ou me procura no facebook que a gente conversa por inbox.

Uma dúvida que sempre vejo das au pairs, seja as que vem pra Holanda ou vão pra qualquer outro país, é sobre o que trazer de presente pra Host family. Bom, acho que isso é uma questão muito pessoal (valeu, Rovena! Ajudou muito hein! hahah). Mas de qualquer forma, vou dizer as coisas que eu trouxe e mais algumas outras ideias que tive.

Para as kids: isso vai depender bastante da idade e sexo. No meu caso, são duas meninas de 18 meses e 4 anos. Pelos skypes e pelas conversas fiquei sabendo que elas são bem girlie girls! Então eu trouxe uma tiara de princesa pra cada, tiaras normais, fivelinhas de cabelo, pulseiras etc. Também trouxe stickers fofos e um bicho de pelúcia pra cada!
Outras dicas que podem servir pra várias idades: camisa do Brasil, havaianas, guloseimas brasileiras (balas, doces, chocolates...). Quem for boa com artes/trabalhos manuais, também pode fazer algo personalizado! Acho super legal, mas me falta a habilidade hahah

Para os Hosts: Antes de vir, eu perguntei se eles queriam algo específico do Brasil/Rio. Eles foram fofos e disseram que não, "just yourself and some sunshine". Eu estava cheia de ideias pra host mom, mas zero pro host dad. Daí, na falta de grana, tempo e imaginação, preferi dar gifts "conjuntos". Trouxe uma árvore de pedra brasileira (ágata roxa), cachaça (claro!), caixa de chocolate da garoto e um conjunto de potinhos de geleias lá de São Luís. Também trouxe biscoitos da minha vó. Me arrependo de não ter trazido guaraná, tinha espaço de sobra na mala! 
Outras ideias: cosméticos da natura, Boticário etc feitos com matéria-prima brasileira (açaí, castanha, pitanga...), outras coisas com pedra brasileira (chaveiros, brincos, pulseiras, esculturas...), objetos de decoração em geral, de preferência algo típico de onde você mora. Aqui também rola camisa do Brasil, havaianas (já vi comentários dos dois lados, hosts que amam e hosts que não usam nunca), livro de receitas.

Bom, isso foi o que minha imaginação me permitiu pensar haha se tiverem alguma ideia/sugestão bacana, deixem nos comentários!!!

Sobre a reação deles: as kids amaram os presentes, usam sempre as coisas que eu dei. Os hosts também gostaram bastante e agradeceram muito. Disseram que foi muito sweet eu ter trazido gifts e vários ainda haha. A árvore estava numa prateleira na sala e agora está no quarto deles, os chocolates eles comeram todos, comeram muito dos biscoitos também (mas não foi muita novidade porque aqui tem muuita coisa a base de canela), a cachaça já fiz caipirinha pra eles também e amaram haha. A única coisa que não abriram foram as geleias.

Mas acima de tudo, acredito que o melhor presente que vocês podem trazer é a alegria e o entusiasmo pra essa nova experiência. Da mesma forma que o melhor presente que os hosts podem dar é verdadeiramente nos receberem de braços abertos na casa e na vida deles. 
Ahh, não esqueçam de trazer paciência, coragem, equilíbrio, bom senso e iniciativa! There you go!

kusjes <3